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terça-feira, 24 de setembro de 2013

PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL ATÉ 5º ANO

  
 

   Atividade sociocultural e histórica específica, orientada por finalidades, objetivos, concepções, conhecimentos e valores, que se realiza em um processo de trabalho planejado nas instituições de educação de crianças de zero a cinco anos. A prática pedagógica é uma dimensão da educação, cuja finalidade é historicamente determinada e abrange práticas formativas, durante as quais ocorrem processos de socialização, transmissão, divulgação e apropriação de conhecimentos historicamente produzidos pelos diferentes grupos humanos e classes sociais nas mais variadas formas de interação que se estabelecem entre os homens e destes com o mundo sócio-material e cultural. Consideram-se também as possibilidades de criação e transformação dos conhecimentos já existentes, à medida que a educação envolve sempre seres ativos e em condições de constituir outras formas e processos de agir,sentir, pensar, representar (BARBOSA, 1997). Nesse processo, o professor é determinado e determina as relações que estabelece e projeta no seu trabalho, tanto no que se refere às finalidades e objetivos que assume no planejamento, como no que efetivamente realiza desse plano. Autores que discutem o campo da educação e do trabalho educativo (RIBEIRO, 1991; FREITAS, 2000) enfatizam o conceito de práxis (MARX; ENGELS,1989; VÁSQUEZ, 1977). Referem-se à prática pedagógica como atividade do professor dirigida por finalidades e conhecimentos, decorrente, portanto, de uma determinação de natureza teórica. É possível afirmar, partindo dessas premissas, que a atividade educacional do(a) professor(a) de Educação Infantil precisa ser compreendida a partir da relação teórico-prática, assumida como uma relação recíproca, em que a prática é referência vital para a organização do pensamento teórico de todo professor, mas que, ao mesmo tempo,não pode ocorrer isolada desse processo de análise e síntese proporcionada pelo ato cognoscitivo. Ao constituírem suas práticas pedagógicas, assumindo uma metodologia de trabalho e fazendo escolhas quanto ao direcionamento dos processos e atividades necessários para o desenvolvimento do trabalho cotidiano na instituição de educação infantil, os professores podem analisar e compreender esse processo e seus desdobramentos numa perspectiva ampla, criativa e crítica. Dessa ótica, a práxis pode primar pelas especificidades e singularidades da criança e do conhecimento, de modo que as vivências infantis se constituam como parte da construção do caráter humanizado das experiências, além de favorecer a constituição de novos conhecimentos, valores éticos e estéticos e de práticas.
A prática pedagógica constitui-se, pois, em parte essencial da Educação Infantil e abrange um conjunto de ações articuladas, assumidas intencionalmente pelo(a) professor(a), com base em concepções de sociedade,de educação, de criança, de aprendizagem e desenvolvimento. Nesse sentido, ela está sempre situada em um contexto específico e é indissociável do Projeto Político Pedagógico, das condições materiais e conceituais que demarcam os processos do campo de trabalho do professor, da organização do trabalho da creche ou da pré-escola, das relações destas com a comunidade e a sociedade, extrapolando a dimensão da atuação direta com as crianças e das atividades didáticas. Estudiosos e pesquisadores da Educação Infantil têm utilizado a categoria de mediação pedagógica como constituinte da práxis dos professores de Educação Infantil. Essa abordagem sobre o papel do professor não é certamente a única. Existem ainda, por exemplo, práticas educativas que refletem orientações teóricas e epistemológicas positivistas e tradicionais, que centram o processo interativo nas ações do professor e no rol de atividades prévias e rigidamente preparadas pela instituição. Em outro extremo, encontram-se práticas espontaneístas e improvisadas e que não assumem mediações importantes do ponto de vista do conhecimento e das relações humanas com as crianças.
Autores clássicos como Vygotsky (2001) e Wallon (1975) e contemporâneos como Oliveira-Formosinho (2007), Barbosa e Horn (2008), entre outros, propõem, como princípio na educação infantil, a construção de um campo dialógico e democrático, no qual a criança ganha vez e voz, mas que não fala sozinha, já que o adulto, parceiro e sensível às suas necessidades, estão com ela em diferentes momentos. Reconhece-se a criança como sujeita de direitos e ativos na construção de conhecimentos. Essa concepção requer que no planejamento se organize dinamicamente os processos de cuidado e de educação, expresso sem temáticas e atividades, de tal forma que elas abranjam movimentos, tempos e espaços adequados e compartilhados, podendo-se constituir possibilidades de aprendizagens significativas e novos níveis de domínio dos processos físicos, afetivos e psíquicos pela criança, preparando-a para assumir uma postura autoconfiante, autônoma, ética e crítica. Diante das exigências e da especificidade do trabalho pedagógico  na Educação Infantil, a rotina e seus elementos constitutivos aparecem como algo desejável quando não utilizadas apenas na função de controle e regulação. Aponta-se para práticas pedagógicas que favoreçam a: imaginação, criatividade, alegria, afetividade, reconstrução  de modos de viver o que está proposto, compreensão dos conflitos. Assume-se o brincar como uma das atividades principais da infância até os cinco anos (LEONTIEV, 1988), fundamental para o processo de aprendizagem e desenvolvimento, na formação social e cultural infantil. Consideram-se os seguintes aspectos e atividades na prática pedagógica a fim de primar,por experiências concretas, expressões e relações multifacetadas: as múltiplas linguagens, a corporeidade e o movimento, atividades artísticas (artes visuais, música, artes cênicas, literatura) e que envolvam várias áreas de conhecimento (matemática, ciências naturais e sociais), a imaginação e criação.


Artigo de IVONE GARCIA BARBOSA

CURSOS DO MERCOSUL TÊM SELO DE QUALIDADE ATRIBUÍDO PELO MEC

   O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assinou nesta terça-feira, 17, portaria que atribui selo de qualidade (acreditação) a cursos de agronomia, arquitetura, enfermagem, medicina veterinária e engenharia no Sistema de Acreditação Regional de Cursos do Mercosul. O selo representa uma declaração de qualidade ou reconhecimento do curso entre os países do bloco.
   O objetivo do reconhecimento dos cursos é integrar os países da região para o desenvolvimento educacional, econômico, social, político e cultural. O selo de qualidade facilita o intercâmbio de estudantes e de professores entre as instituições de ensino durante a vigência da certificação.
  O reconhecimento ocorreu durante a 100ª reunião ordinária da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), em Brasília. Mercadante ressaltou a importância das avaliações educacionais para a garantia da qualidade na expansão da educação superior. "Vamos continuar exigindo cada vez mais rigor e mais qualidade", disse.
  O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Claudio Costa, reafirmou o compromisso com a melhoria dos processos de aferição em todas as etapas de ensino. "As avaliações só se concretizam quando a cultura de autoavaliação é incorporada nas instituições", afirmou.
  A reunião da Conaes marcou também o início das atividades dos seminários regionais sobre autoavaliação institucional e comissões próprias de avaliação (CPA), organizados pelo Inep. Além do seminário da região Centro-Oeste, nesta terça-feira, 17, e na quarta, 18, em Brasília, estão previstos encontros em Florianópolis, Belém, Salvador e São Paulo.
                                                                                            
Assessoria de Comunicação Social do Inep

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

MOTIVOS DA EVASÃO ESCOLAR

 
A pesquisa foi desenvolvida com base nos Suplementos da PNAD, com questões diretas aplicadas a adolescentes e pais, como, por exemplo: Por que o jovem de determinada idade não frequenta a escola? O estudo permite enxergar as motivações daqueles que estão fora da escola, e assim, aprimorar o foco e o desenho das políticas a partir das necessidades e percepções de quem toma a decisão de ir, ou não, à escola. Apresenta informações de diferentes faixas etárias, com ênfase nos estudantes na idade do ensino médio. Buscou-se, desta forma, municiar gestores públicos e da sociedade civil sobre as percepções e motivações do cidadão comum, do jovem.
Outro ponto importante da pesquisa é avaliação da situação recente da  taxa de atendimento escolar, realizada por meio dos microdados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME/IBGE), coletados até o final de 2008. As bases longitudinais da pesquisa possibilitam o acompanhamento do mesmo aluno ao longo do tempo. Isto permite estudar os determinantes objetivos da decisão de abandono escolar, assim como monitorar a atratividade da escola no Brasil, no período posterior à criação do movimento Todos Pela Educação e do Plano de Desenvolvimento da Educação.


domingo, 22 de setembro de 2013

O BRASIL TURBULENTO


O momento atual de turbulências no país, principalmente pelo “despertar” da população em clamor às ruas com relação às (in)ações dos governos, sejam eles de qualquer esfera, por conta dos altos impostos e tarifas e uma não contrapartida dos serviços públicos para a sociedade como um todo teve como “start” o aumento das passagens de ônibus e metrô no município de São Paulo pelo movimento Passe Livre. Timidamente esse movimento iniciado nas redes sociais toma corpo diante das decisões dos governantes, estadual e municipal, o primeiro responsável pelo Metro e o segundo pelo transporte público municipal da maior cidade da América Latina em manter os aumentos das tarifas, foram o estopim da manifestação desenfreada diante dos enormes gastos com as copas das confederações em 2013 e com a copa mundial em 2014. A precariedade de atendimento e vagas nos hospitais públicos, excesso de tributação, ausência de mais investimentos na educação, o aumento nos preços de alimentos elevando os índices de inflação, ausência de investimentos significativos em habitações, banalização da violência em todo país, impunidade criminal, jovens cada dia mais na mercê de variadas manipulações criminosas foram, aliada a impunidade de políticos corruptos, temas apontados cada dia mais e mais frequentes nas redes sociais, ocasionando indignação contagiante no país conduzindo-o a reivindicar, por meio de manifestações populares, um novo modelo político de gestão dos recursos públicos e sua melhor aplicabilidade para aquele quem de fato contribui com esses recursos desde quando nasce, tornando o Brasil um dos ícones em carga tributária do mundo. 
   Nessa seara, vemos também publicamente os baluartes do Supremo Tribunal Federal se digladiando, no calor dos debates, demonstrando claramente à população brasileira que a lei e a justiça talvez não sejam as mesmas para todos. No “samburá” de reivindicações vimos também manifestações contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional—PEC de nº 37 limitando a ação investigativa do Ministério Público. Mas pudemos observar que muitos manifestantes, jovens em sua maioria inicial, não sabem sequer o que é uma PEC. Nos dizeres de José Afonso da Silva, a emenda "é a modificação de certos pontos, cuja estabilidade o legislador constituinte não considerou tão grande como outros mais valiosos, se bem que submetida a obstáculos e formalidades mais difíceis que os exigidos para alteração de leis ordinárias".  A emenda constitucional é um dos procedimentos formais de reforma da Constituição. Caracteriza-se pela mudança das normas constitucionais mediante um processo legislativo especial, solene e mais dificultoso em relação às normas ordinárias.   
  Cumpre ressaltar que a emenda representa uma reforma parcial da Constituição, vez que resulta em mudanças meramente pontuais do texto constitucional, restritas a determinadas matérias. Tramita também a PEC, Proposta de Emenda Constitucional nº 33 no Congresso e que merece também atenção de todos, segundo a COMAB em sua nota “Trata-se, induvidosamente, de mais uma tentativa de conduzir nossos destinos, no mínimo, a uma estranha democracia, onde o Poder Judiciário passa a ser um mero braço subordinado ao Poder Central".